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PlayStation e a fórmula de sucesso

Foto do escritor: Vitor Westhauser
Vitor Westhauser
14 de set.
3 min de leitura

Empresa já vendeu centenas de milhões de consoles e jogos, mas estratégias recentes colocam a marca em situação bem questionável

Mário Cvitkovic - Pixabay
Mário Cvitkovic - Pixabay

A PlayStation conseguiu se tornar uma das maiores e mais icônicas empresas da indústria de games da história, e os números falam por si só. Considerando todos os consoles de mesa já lançados, a marca já vendeu mais de 500 milhões de unidades. Além de números, a empresa foi a responsável por criar franquias icônicas como God of War, Uncharted e The Last of Us.


Junto a esse número excelente de vendas, desde o lançamento do PlayStation 1, lá nos anos 90, a marca sempre soube criar parcerias que geraram muito ganho para a empresa: Resident Evil, Crash, Silent Hill. Ou seja, a marca sempre esteve associada a grandes projetos e de destaque no mercado de games.


Porém, decisões recentes envolvendo franquias, mídia física e cancelamento de projetos fazem todos se questionarem: o que a PlayStation está fazendo?


Mídia Física


Essa é, sem sombra de dúvidas, a maior polêmica recente. A medida resultou em uma grande reação da comunidade, principalmente daqueles que possuem um console da marca.


Por mais que essa medida seja uma situação "natural" do mercado, ela pode implicar muitos problemas para o consumidor. Jogo sendo retirado da loja virtual, sem preservação de mídia, colecionadores sem disco e um acesso a um jogo virtual que pode ser muito difícil, a depender do país e do jogador, por ficar dependente da internet.


Cancelamento de projetos


Aqui pode-se fazer uma ampla discussão sobre decisões feitas pela empresa. A aposta em jogos multiplayer e de serviço é uma decisão que não está necessariamente errada, mas ela vai muito ao contrário do que é a história da marca.


Nos últimos anos, tivemos um multiplayer de The Last of Us cancelado, Concord custando 400 milhões de dólares e cancelado após duas semanas, God of War online também cancelado, entre outros.


Por outro lado, quando uma aposta que poderia ser uma grande adição ao catálogo do PlayStation, Physint, novo jogo de espionagem do Kojima, foi cancelado pela Sony e resgatado pela Xbox. Óbvio, é impossível dizer se o game vai ser bom ou não, mas era um "resgate" de algo que já aconteceu lá no PlayStation 1 com Metal Gear Solid.


Mais do mesmo


É inegável que a PlayStation conta com grandes jogos: Marvel's Spider-Man, The Last of Us, God of War. Porém, os lançamentos de um jogo para outro das franquias são em uma janela muito curta, ou seja, a fórmula acaba por ser repetida com uma frequência muito rápida.


Se pegarmos God of War, a saga teve games recentes em 2018 e 2022. Marvel's Spider-Man contou com jogos sendo lançados em 2018, 2020 e 2023. Ainda pode-se acrescentar aqui Marvel's Wolverine, lançado em 2026.


Sim, é normal que, após um jogo fazer sucesso, a empresa faça uma sequência dele, mas a PlayStation está indo por um caminho em que os jogos, seja pela franquia ou pela ideia, viram quase que anuais.


Os games não são ruins, mas os lançamentos não apresentam um espaço razoável de lançamento entre um game e outro para o público realmente sentir a necessidade de um jogo novo.


Qual o futuro?


O futuro da marca, provavelmente, é ficar no caminho que a consolidou. Agora, é necessário analisar o que vai ser o novo console da empresa na décima geração e como o consumidor vai aceitar ou não todas essas mudanças e decisões que estão sendo feitas pela gigante japonesa.







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