Do console ao PC: o que mudou em minha visão?
PC consegue fornecer diversas oportunidades, desde jogos Triple-A a obras indies

Desde que entrei no mundo dos videogames, sempre tive console. Seja PlayStation 1 ou 2, Xbox 360 e One, agora, estou com meu PlayStation 5. Minha principal “crítica” a ter um PC gamer, desconsiderando o valor, sempre foi de não querer passar mais tempo em frente a uma tela. Além disso, o console sempre me foi útil no sentido de que é só sentar e jogar. Não preciso me preocupar com placa de vídeo, memória RAM e demais componentes.
Porém, devido às recentes movimentações da PlayStation em relação ao fim da mídia física e minha própria percepção sobre o que quero jogar, comecei a considerar que um PC gamer pode ser uma opção válida para o futuro.
Only Digital
Falei aqui sobre o fim da mídia física no ecossistema da PlayStation, né? Pois bem, meu PlayStation 5 é a versão só digital. Mas comprei esta versão por escolha minha, não fui obrigado a comprar um produto que não possuía mídia física, tanto que eu poderia comprar um leitor de disco à parte e colocar no meu videogame.
Minha maior preocupação é como será essa nova fase, a partir de 2028, toda digital nos consoles da Sony. Recentemente, a PlayStation Network teve uma queda global em seus servidores, os jogadores não conseguiam acessar suas contas, games, loja virtual e demais funções da plataforma.
Então, por mais que a escolha de ter um console só com jogos digitais tenha sido somente minha, o futuro do ecossistema me preocupa. Seja por instabilidades no sistema ou porque títulos deixaram a loja virtual da PlayStation.
Mais do mesmo
Recentemente, terminei Resident Evil 4 remake. Sem dúvidas, um dos melhores jogos que já joguei. Porém, ao finalizar o game e olhar minha lista de desejos da PlayStation, vi os jogos que estavam lá: Marvel´s Spider-Man: Miles Morales, Marvel´s Spider-Man 2, God of War Ragnarok, Silent Hill 2 e F.
Todos são jogos excelentes, mas repetem a mesma fórmula dos seus antecessores. E a questão aqui não é só a repetição do mesmo, mas o preço. Pensei: “Quero pagar 300 reais ou mais para ter uma experiência quase igual?” Além disso, no texto que escrevi sobre os remakes na indústria de games, disse como estava sentindo falta de novas IP´s.
Então, a pergunta que veio foi “O que quero jogar?” Após muito procurar, encontrei a resposta: Games indies.
O mundo indie
Estúdios indies conseguem uma liberdade que muitas vezes não existe para os que são vinculados a alguma grande produtora. Joguei as demos dos jogos Crow Country e Alisa, apesar de serem só demonstrações, achei muito mais divertido do que muito game Triple-A.
Justamente essa liberdade criativa é que me chamou a atenção. Os dois jogos citados utilizam como inspiração os clássicos Resident Evil e Silent Hill com câmera isométrica, jogabilidade mais travada como na época. Apesar de utilizarem fórmulas já conhecidas da indústria, eles acabam por se destacar como “diferente” em um momento em que os jogos são muito mais voltados à câmera em terceira pessoa com ação.
Minha atual lista de desejos conta com jogos como: UnMetal, um jogo inspirado em Metal Gear do MSX, Tunic que usa como base o Zelda de NES, Mina the Hollower que também se inspira na clássica franquia da Nintendo e Castlevania.
Mas não significa que estou olhando somente para jogos que tem como inspiração games de sucesso, minha lista conta com The Lost Wild (2027), jogo de terror em primeira pessoa, onde o jogador terá de sobreviver em um local cheio de dinossauros.
O grande ponto é: sinto que os jogos indies podem me dar uma “liberdade” de escolha muito maior do que os games Triple-A lançados hoje. Isso não significa que vou abandonar grandes franquias, estou no aguardo do remake do Resident Evil: Veronica, mas poder alternar entre grandes franquias e jogos indies, acho um caminho muito mais interessante.
Entre plataformas
Isso não significa que vou abandonar os consoles, pois a tendência é que tanto Playstation quanto Xbox voltem a ter jogos exclusivos em seus videogames, mas o PC está se tornando um caminho muito mais interessante.
Principalmente se alguém, assim como eu, pretende alternar entre jogos indie e Triple-A, é inegável que o PC passa a ser a plataforma ideal para esse estilo de perfil gamer, especialmente pela grande variedade de games indies nos PCs.



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