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Um retorno ao Xbox? Helix e a próxima geração

Foto do escritor: Vitor Westhauser
Vitor Westhauser
13 de set.
4 min de leitura

Decisões recentes da PlayStation me fazem considerar uma troca de ecossistema

Roberto Lee Cortes - Pixabay
Roberto Lee Cortes - Pixabay

Ainda está cedo, mas é impossível não começar a pensar sobre os futuros consoles da décima geração. Ainda não temos informações oficiais sobre o PlayStation 6 e o Xbox Helix, mas se sabe que ambas as empresas já trabalham nos sucessores dos consoles da nona geração, PlayStation 5 e Xbox Series.


Já escrevi neste blog que pretendo pegar um PC futuramente, mas não quero abrir mão de ter um console de mesa.


Um caminho de retorno


Esse retorno ao ecossistema Xbox pode, sim, vir a ser uma opção. Estive nele de 2012 até o final de 2025, com o Xbox 360 e One. Porém, devido à falta de jogos exclusivos no One e certas decisões que a divisão Xbox havia tomado nos últimos anos, entendi que era hora de "voltar para casa", ou seja, retornar para o ecossistema do PlayStation, tendo em vista que meu primeiro console real foi o PlayStation 2. Com a decisão tomada, comprei meu PlayStation 5.


Se os rumores se confirmarem, vai ocorrer o inverso: migrarei do PlayStation para o Xbox. Os possíveis motivos para isso são vários: de um lado, a Sony com suas decisões bem controversas, como fim da mídia física, aposta em Concord e exclusivos com fórmulas repetitivas.


Por outro lado, a Xbox parece estar reencontrando seu caminho desde que Asha Sharma assumiu a vice-presidência executiva e a diretoria executiva da Xbox, sucedendo Phil Spencer. Informações sugerem que o Helix pode ter retrocompatibilidade com todos os consoles anteriores (Xbox, Xbox 360, Xbox One e Xbox Series), recursos para transformar jogos físicos em digitais (ainda em teste e não confirmado se estará no Helix), possivelmente um Xbox Helix mais potente que um PlayStation 6 e uma parceria com Hideo Kojima.


Um console potente


Segundo informações, não confirmadas oficialmente, o Helix deve ser o console mais potente da próxima geração. O videogame deve contar com um processador AMD de 3 núcleos de performance zen 6 a 8, desempenho de 144hz em resolução 4k, unidade computacional de 70 CUs, Clock de 3 GHz e uma largura de banda de 192 bit.


Já o console da Sony deve ter um processador AMD de 2 núcleos, desempenho de 120 Hz em resolução 4K, unidade computacional de 54 CUs, clock de 2,5 GHz e uma largura de banda de 160 bit (que pode ser reduzido para 120).


Importante destacar que podemos dizer que a potência do novo console da Xbox não está somente no hardware, mas na proposta. O Helix vai rodar jogos nativos e de PC, ou seja, amplia a biblioteca de forma quase que infinita. Além do mais, se a empresa conseguir fazer a retrocompatibilidade das gerações anteriores funcionar, isso vai permitir que jogadores revisitem games que já jogaram ou gamers que não tiveram a oportunidade de jogar na época em que foi lançado vão poder experimentar o game no Helix.


Uma parceria de sucesso?


Hideo Kojima dispensa apresentações na indústria dos games. Ele é o criador das franquias Metal Gear Solid, Zone of the Enders e Death Stranding. Sem mencionar o hype que o público ficou com a demo P.T. Jogo de terror cancelado pela Konami.


Desde seu desligamento da Konami em 2015, Kojima fundou a Kojima Productions e tem se dedicado a diversos projetos. Death Stranding foi o principal, mas há algum tempo ele já trabalha em um jogo de terror, OD, que será publicado pela Xbox.


Porém, nessa semana, no dia 10 de setembro, o mercado foi surpreendido com a decisão da PlayStation de não apoiar mais o outro projeto da Kojima Productions, Physint, novo jogo de espionagem, feito pelo eterno criador de Metal Gear, agora com apoio da Xbox.


Óbvio, ambos trabalharem juntos não significa que será um sucesso absurdo, mas não deixa de ser uma aposta muito interessante da marca Xbox. Seja pelos fãs da marca, do trabalho do Kojima, e pode até configurar uma boa oportunidade para entrar com mais força no mercado japonês, pois a empresa enfrenta uma forte concorrência devido à presença da PlayStation e da Nintendo.


Futuro promissor?


A Xbox tem um longo caminho à sua frente. A última vez em que um Xbox brigou com força contra um PlayStation foi na sétima geração, com Xbox 360 (84,94 milhões) e PlayStation 3 (85,88 milhões).


O erro da empresa foi na estratégia do Xbox One. Na apresentação do console, eles pareciam mostrar um sistema de TV e não um videogame. Enquanto a empresa japonesa vendeu 117 milhões de unidades do PlayStation 4, a marca Xbox vendeu por volta de 58 milhões de One (lembrando que, desde 2015, a Microsoft não fala o número de consoles vendidos).


Números que não estão melhores com a nona geração de consoles, pois o PlayStation 5 já vendeu, até aqui, 95 milhões de unidades. Já o Xbox Series S/X, segundo dados da Take-Two, vendeu em torno de 27 a 29 milhões de unidades.


O trabalho da empresa não é só conseguir recuperar um caminho perdido ao longo dos anos. O número de vendas mostra isso. A empresa precisa fazer o público comprar a ideia de que o Xbox Helix vai ser a melhor plataforma para jogar. Se será realmente ou não, só o futuro dirá.












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